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MEI para entregador: guia completo para formalizar sua profissão e trabalhar com segurança

O MEI para entregador é uma forma simples, gratuita e rápida de formalizar seu trabalho com entregas, e que te dá o direito de ter um CNPJ próprio, a emissão de notas fiscais e o acesso a benefícios previdenciários.

Seja você entregador de aplicativos como iFood, Mercado Livre ou Shopee, o MEI ajuda a atuar de maneira legalizada e com mais estabilidade. 

E, neste guia completo, você vai entender como abrir o MEI passo a passo, quanto custa manter o registro, qual CNAE escolher, como pagar o DAS e quais são as vantagens reais de trabalhar regularizado.

Vamos lá?

O que é MEI e como funciona?

O Microempreendedor Individual (MEI) é um formato simplificado de empresa criado pelo governo para formalizar autônomos, como entregadores, motoboys e prestadores de serviço, e que foi criado em 2008 por meio da Lei Complementar nº 128.

Ao se registrar como MEI, o trabalhador passa a ter um CNPJ ativo, o que permite emitir nota fiscal, abrir conta para pessoa jurídica (PJ) e até fechar contratos com empresas que exigem formalização.

A abertura do MEI é gratuita e pode ser feita totalmente online pelo Portal do Empreendedor. No entanto, o profissional precisa cumprir algumas obrigações mensais e anuais, como:

  • Pagar o DAS-MEI, uma contribuição fixa que inclui INSS e impostos municipais/estaduais (valor de R$ 75,90 + R$ 5,00 de ISS em outubro/2025);
  • Entregar a Declaração Anual de Faturamento (DASN-SIMEI), informando o quanto faturou no ano.

Essas obrigações são simples, mas necessárias para manter o CNPJ ativo e garantir direitos como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.

Além disso, estar formalizado traz credibilidade profissional e segurança jurídica, já que o entregador passa a atuar de forma regular perante a lei.

Leia também | Quando motorista de app precisa declarar Imposto de Renda e como fazer?

Entregador de aplicativo pode ser MEI?

Sim, o entregador de aplicativo pode, e deve, ser MEI. Quem trabalha com entregas para plataformas como iFood, Shopee, Mercado Livre, Rappi ou Amazon, por exemplo, pode se formalizar como Microempreendedor Individual.

Ao se tornar MEI entregador, o profissional passa a ter um CNPJ ativo, o que permite emitir notas fiscais, receber pagamentos diretamente pelo CNPJ e comprovar renda de forma oficial. Isso é necessário, por exemplo, para quem trabalha com aplicativos que exigem formalização para firmar contratos ou liberar cadastros.

E não se engane, esse movimento está mais e mais popular. Atualmente, cerca de 11 milhões de profissionais se enquadram na categoria, e cerca de 90% segue em atividade. E só em 2025, mais de 3 milhões de MEIs foram abertas.

Afinal, além dos pontos que citamos, o MEI oferece benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.

Ou seja, você deixa de atuar como informal e tem direitos garantidos por lei, além de acesso facilitado a crédito e financiamentos voltados para pequenos empreendedores.

Qual é o tipo de MEI para entregador?

O tipo de MEI ideal para entregador depende das entregas que ele realiza e do veículo utilizado. Existem dois modelos de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) mais comuns para quem trabalha no setor:

  • 5320-2/02 – Serviços de entrega rápida: indicado para motoboys, ciclistas e entregadores locais, que atuam com transporte leve e dentro da mesma cidade;
  • 4930-2/01 e 4930-2/02 – Transporte rodoviário de carga: recomendado para entregadores que fazem trajetos mais longos, como entregas intermunicipais, transporte com veículos utilitários, vans ou caminhonetes.

Escolher o CNAE correto evita problemas com a fiscalização ou restrições de atividade. E se você registrar o CNAE errado, pode enfrentar dificuldades para emitir notas fiscais, problemas em contratos com plataformas e até riscos de cancelamento do MEI.

Por isso, vale revisar com atenção o tipo de serviço prestado antes de finalizar o cadastro no Portal do Empreendedor. Caso tenha dúvidas, consulte um contador parceiro para confirmar qual código de atividade se encaixa na sua rotina.

Como abrir MEI para entregador: passo a passo completo

Abrir o MEI para entregador é simples, rápido e pode ser feito totalmente online pelo Portal do Empreendedor. Seguindo o passo a passo abaixo, você formaliza a sua atividade e pode ter acesso à emissão de notas fiscais e a benefícios previdenciários.

1. Acesse o Portal do Empreendedor

Entre no site oficial do Portal do Empreendedor. É nele que você vai iniciar todo o processo de cadastro e formalização.

2. Clique em “Quero ser MEI” e depois em “Formalize-se”

O Portal direciona para a página de registro do MEI. Basta seguir os links indicados para iniciar o seu cadastro.

3. Faça login com sua conta Gov.br

Para formalizar o MEI, é necessário estar cadastrado na plataforma Gov.br. Caso ainda não tenha uma conta, é possível criar rapidamente pelo próprio portal.

4. Escolha o CNAE adequado

Aqui, você deve selecionar o CNAE correto para entregador, de acordo com o tipo de serviço prestado. Lembrando que, um MEI para entregador pode se enquadrar nas seguintes categorias:

  • 5320-2/02 – Serviços de entrega rápida, para entregadores locais, motoboys e ciclistas;
  • 4930-2/01 e 4930-2/02 – Transporte rodoviário de carga, para entregas maiores e intermunicipais.

5. Preencha os dados e aceite os termos

Informe seus dados pessoais, endereço e informações de contato. Em seguida, revise as informações e aceite os termos de formalização.

6. Gere o CCMEI

Ao finalizar o cadastro, você recebe o Certificado de Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), que funciona como prova de que você é um MEI ativo, com informações sobre o seu CNPJ e a atividade registrada.

É, basicamente, o comprovante que permite emitir notas fiscais, abrir conta PJ e firmar contratos com plataformas de entrega.

Quanto custa ser MEI entregador e o que é o DAS?

Ser MEI entregador exige o pagamento de uma contribuição mensal, que é o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Em 2025, os valores atualizados são:

  • R$ 76,90 para quem atua no comércio ou indústria (R$ 75,90 de INSS + R$ 1 de ICMS);
  • R$ 80,90 para prestadores de serviços, como entregadores (R$ 75,90 de INSS + R$ 5 de ISS);
  • R$ 81,90 para comércio e serviços combinados (R$ 75,90 de INSS + R$ 1 de ICMS + R$ 5 de ISS).

E sabe por que existe esse custo? O DAS é cobrado para manter o MEI regularizado e garantir o acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Para realizar o pagamento, é possível fazê-lo de três maneiras:

  1. Pix: rápido e prático diretamente pelo aplicativo do banco;
  2. Débito automático: programando o pagamento mensal em conta;
  3. Boleto online: gerado no Portal do Empreendedor ou no app da Receita Federal.

Mas fique de olho, não quitar o DAS pode trazer problemas como a perda dos benefícios, a inclusão do débito na Dívida Ativa da União, o cancelamento do CNPJ e a impossibilidade de emitir notas fiscais. Se houver atrasos, é possível regularizar os pagamentos pelo portal por meio de boletos atualizados com juros e multa.

O MEI também deve entregar anualmente a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), informando o faturamento do ano anterior, mesmo que seja zero.

Benefícios de ser MEI para entregador

Formalizar-se como MEI traz vantagens reais para quem atua como entregador, como:

  • Emissão de CNPJ e notas fiscais: possibilita firmar contratos com empresas e receber pagamentos de forma oficial;
  • Aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade: proteção previdenciária, antes inacessível para autônomos informais;
  • Acesso a crédito e financiamentos: bancos e fintechs oferecem condições especiais para quem possui CNPJ;
  • Parcerias com plataformas de entrega: Shopee, Mercado Livre, iFood e outros exigem MEI para formalizar pagamentos;
  • Mais segurança jurídica: evita problemas legais, facilita negociações e fortalece a imagem profissional.

Hoje, o Brasil tem 475 mil profissionais que têm as entregas como atividade principal. E ser MEI ajuda o entregador a crescer no mercado, conquistar estabilidade financeira e profissional, e atuar de forma organizada e segura mesmo em um mercado com tanta demanda e em expansão.

Cuidados importantes para quem é MEI entregador

Ser entregador MEI tem as suas vantagens, mas é uma atividade que também exige atenção a algumas obrigações para manter a regularização e aproveitar todos os benefícios. Alguns exemplos:

  • Guardar comprovantes de pagamento do DAS: cada boleto pago é um comprovante que protege você em caso de fiscalização ou necessidade de prova de regularidade;
  • Fazer a declaração anual (DASN-SIMEI): mesmo que o faturamento tenha sido baixo ou zero, a entrega da declaração é obrigatória e evita multas;
  • Manter o cadastro atualizado no portal: endereço, telefone e dados pessoais corretos garantem que notificações e documentos cheguem sem problemas;
  • Avaliar o apoio de um contador: ter um contador de referência facilita esclarecimentos sobre obrigações e planejamento financeiro;
  • Evitar ultrapassar o limite de R$ 81 mil/ano: caso o faturamento ultrapasse esse teto, o MEI precisará migrar para outra categoria empresarial, com tributação diferente.

Qual tipo de entregador não precisa de MEI?

Nem todo entregador precisa abrir MEI. Quem atua com carteira assinada (CLT) em empresas de entrega ou logística não é obrigado a se formalizar, pois já possui registro legal e benefícios garantidos.

No entanto, se o entregador deseja atuar de maneira independente, formalizar-se como MEI continua sendo a melhor opção porque oferece:

  • Possibilidade de emissão de notas fiscais;
  • Acesso a crédito e financiamentos;
  • Benefícios previdenciários;
  • Credibilidade e segurança jurídica no mercado de entregas.

Ou seja, mesmo que não seja obrigatório, o MEI para entregador autônomo é recomendado para quem quer profissionalizar a atividade e crescer de forma segura.

É bom abrir conta PJ como entregador MEI?

Abrir uma conta PJ não é obrigatório para o MEI entregador, mas pode trazer muitos benefícios relacionados à gestão financeira. Afinal, uma conta separada para o negócio ajuda a organizar entradas e saídas, facilita o recebimento de pagamentos e mantém o controle do faturamento.

A diferença principal entre conta pessoal e conta PJ é a separação do dinheiro do negócio e das finanças pessoais. Com a conta PJ, é mais fácil emitir comprovantes de recebimento e gerenciar despesas do trabalho, evitando confusão e riscos contábeis.

Além disso, muitos bancos digitais oferecem contas PJ sem tarifas, com cartão empresarial, transferências gratuitas e ferramentas de gestão financeira.

MEI para entregador: segurança e formalização andam juntas

Ter um MEI para entregador é um grande passo para quem quer crescer de forma profissional, pois a formalização garante direitos, benefícios previdenciários e credibilidade no mercado, abrindo portas para parcerias com empresas de delivery e acesso a crédito.

Ao mesmo tempo, a segurança do dia a dia depende de proteger o veículo utilizado nas entregas. É aí que entra a Suhai Seguradora

A Suhai oferece seguro para motos e veículos de entrega, incluindo leilão, veículos modificados e antigos, com assistência 24h e cobertura personalizável.

Com a combinação de MEI regularizado e seguro confiável, o entregador trabalha com tranquilidade, garantindo renda e estabilidade.

Quer trabalhar com segurança total? Faça uma cotação com a Suhai e proteja o veículo que te ajuda a garantir sua renda!

Leia também | Qual é o melhor seguro para moto? Dicas para fazer a escolha certa

Perguntas frequentes sobre MEI para entregador

Veja, a seguir, as respostas para as principais perguntas sobre a abertura do MEI para entregador.

Qual é o tipo de MEI para entregador?

Existem dois CNAEs principais: 5320-2/02 (Serviços de entrega rápida, para motoboys, ciclistas e entregas locais) e 4930-2/01 ou 4930-2/02 (Transporte rodoviário de carga, para entregas maiores).

Qual é o valor do MEI para entregador?

O custo mensal em 2025 varia conforme a atividade: para serviços de entrega, é de R$ 80,90, incluindo INSS e tributos. O pagamento é feito via DAS, que pode ser gerado por Pix, boleto ou débito automático.

Entregador de aplicativo pode ser MEI?

Sim. Quem faz entregas para apps como iFood, Shopee, Mercado Livre, Rappi, entre outros, pode e deve se formalizar como MEI para receber pagamentos por CNPJ e garantir benefícios previdenciários.

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